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Âncora 1
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Piracicaba 259 anos: ao vento
A biblioteca municipal à noite (31/07/2026) 1º. de agosto de 2026. Piracicaba completa seus 259 anos, na condição de um dos maiores municípios brasileiros, em termos populacionais e econômicos. E o que ela é, senão algo como um daqueles indivíduos ricos e vazios, de quem se diz, com razão, que é alguém que tem apenas dinheiro, e nada mais? Piracicaba hoje é uma cidade sem rumo, sem uma visão de futuro, flutuando ao sabor de ventos cuja direção ela nem mesmo sabe identifica
Valdemir Pires
há 1 dia


Por uma Política para Doações à Biblioteca “Ricardo Ferraz de Arruda Pinto”(Por ocasião do Dia Mundial da Biblioteca)
“Um livro de biblioteca não é um mero artigo de consumo: ele é, acima de tudo, um capital.” (Thomas Jefferson) A Biblioteca Municipal “Ricardo Ferraz de Arruda Pinto”, pelo que fiquei sabendo, tem um acervo totalmente alimentado por doações. Incrivelmente, não há dotações no orçamento municipal para compras. Todavia, como se ficou sabendo recentemente, devido a denúncia sindical, vinha acontecendo um brutal acúmulo de papeis inservíveis no local de arm
Valdemir Pires
1 de jul.


A felicidade de graça
“Uma mente precisa de livros como uma espada precisa de uma pedra de amolar, se quiser manter sua lâmina.” (George R. R. Martin) Mesa de leitura na Biblioteca "Ricardo Ferraz de Arruda Pinto" “Arthur Brooks, professor de Harvard: ´As pessoas mais felizes são as que nunca param de aprender´”, destaca o Portal 6, invadindo na manhã fria de hoje (27/06/2026) a tela do meu celular, complementando: “Especialista em felicidade afirma que a curiosidade ajuda a manter
Valdemir Pires
27 de jun.


A Biblioteca Municipal de Piracicaba pede socorro
“O que Orwel temia eram aqueles que proibiam os livros. O que Huxley temia era que não haveria razão para proibir um livro, pois não haveria ninguém que quisesse ler um.” (Neil Postman) Denúncia sobre descuidos (Documentos referentes à denúncia) Desde 27 de abril deste ano, tenho semanalmente frequentado a Biblioteca Pública Municipal “Ricardo Ferraz de Arruda Pinto”, mantendo a respeito um Diário da Biblioteca, uma das seções do meu site Escritos,
Valdemir Pires
12 de jun.


Seis grandes temas para aplicar dinheiro
Imagem: Wix Há poucos anos o Brasil era o paraíso do retorno fácil com aplicações financeiras. As taxas de juros eram muito altas e o mercado apresentava um baixo grau de diversificação e sofisticação. O dinheiro era tão escasso que qualquer zé-mané com meia dúzia de notas poderia multiplicá-las por meio de agiotagem amadora, tão baixa era a liquidez da economia e as dificuldades para se obter crédito. Esse cenário mudou radicalmente, fazendo com que até mesmo grandes institu
Valdemir Pires
3 de mai.


Mercado financeiro e guerra: ganhar ou perder
Imagem: Wix Estratégia é uma expressão relacionada à guerra, como se sabe. Ela é muito apropriada para tratar, também, de aplicações financeiras. Pois em ambos os casos há que se encarar campos de batalha, em que vencer ou perder são as únicas possibilidades que se apresentam - uma positiva, desejada; outra negativa, a ser evitada. Há outra semelhança imediata, ainda, entre a lida com a guerra e a lida com o mercado financeiro: em ambas, quanto maior o tempo de exposição, mai
Valdemir Pires
26 de abr.


A questão existencial fundamental
Imagem: Wix Quem é você quando não está simplesmente “biologizando”: respirando, ingerindo alimentos, digerindo alimentos, expelindo rejeitos da nutrição, assegurando a perpetuação da espécie? Ou seja: quem é você quando vai além da natureza e adentra a cultura? Quem é você quando não está simplesmente sobrevivendo ou assegurando a sobrevivência dos seus: garantindo o que é necessário para comer, beber, dormir, abrigar-se, locomover-se, curar-se quando necessário? Ou seja:
Valdemir Pires
11 de abr.


Quem é este que ressuscita na Páscoa?
Imagem: Wix Outra vez Páscoa. Dia de dizer que Jesus ressuscitou novamente ou dia de lembrar o dia em que ele, há aproximadamente dois milênios, voltou à vida depois de ter sido assassinado por alguns daqueles com quem conviveu, após infame traição? A escolha varia conforme a fé ou a ausência de fé de cada um. Assim como varia a resposta à pergunta: quem foi Jesus? Ao se referir a Jesus no passado (quem foi ) já se incorre numa escolha, pois fica implícito que ele já não é
Valdemir Pires
5 de abr.


Fotos da alma da Unimep
Leia no Diário do Engenho. 1 O Diário do Engenho publicou um conjunto de fotos (ver aqui: https://diariodoengenho.com.br/unimep-registros-de-uma-historia-de-luta/#comment-206563) “nas quais se registra a última grande greve de alunos, professores e funcionários da Unimep contra os desmandos da então Rede Metodista de Educação – greve e movimento esses datados de agosto de 2017.” Trata-se de imagens que falam mais que qualquer texto, como bem registrou Beatriz Vicentini imedia
Valdemir Pires
4 de abr.


Piracicabas
Imagem: Wikipédia Leia no Diário do Engenho Nenhuma cidade é a cidade que está sendo agora (presente). Toda cidade é, enquanto visível, a cidade em que se mora, se trabalha, se faz negócios, se passeia – a cidade da vida quotidiana, enfim. Mas dela faz parte, invisivelmente, tudo o que ela foi (passado) e tudo que ela sonha ser (futuro) por meio dos desejos e projetos que seus habitantes acalentam e articulam, consciente ou inconscientemente. Evoco Italo Calvino, em Os deuse
Valdemir Pires
26 de mar.


Calvino: para enfrentar a barbaridade
(...) estamos vivendo no tempo das invasões bárbaras. Não adianta olhar em torno, buscando identificar os bárbaros em algumas categorias de pessoas. Os bárbaros, desta vez, não são pessoas: são coisas. São os objetos que acreditamos possuir e que nos possuem; é o desenvolvimento produtivo, que devia estar a nosso serviço mas do qual estamos nos tornando escravos; são os meios de difusão do pensamento, que procuram nos impedir de continuar a pensar; é a abundância de bens, q
Valdemir Pires
19 de mar.


Guerras, revolução e autoajuda
Imagem: Wix Desde o final dos anos 1980 em diante, sob a cantilena do “fim da história”, ou seja, desde a alegada derrota de sistemas econômicos que não os mercantis-capitalistas, passando a valer ad infinitum (em tese) um liberalismo renovado (embora não tanto) – neoliberalismo, revolução tornou-se um vocábulo, se não proibido, mal visto e mal recebido. Isso em todo o mundo, pois vivia-se até há pouco uma celebrada globalização, livre da Guerra Fria, com seu “jeitão” de con
Valdemir Pires
18 de mar.


Burj Khalifa em Chamas
Imagem: Yash Savla (Unsplash) Em meu recente livro As cidades visíveis: esboços de futuros , Dubai aparece, juntamente com as capitais dos países da Península Arábica (exceto Saná), como lugar em que a arquitetura, o urbanismo, a economia, os modos de vida, os jeitos de viver, articulados entre si, permitem entrever o amanhã resultante da tecnologia, dos negócios e das relações de poder ali presentes hoje, numa espécie de vitrine global amplamente aclamada. Meu livro foi pu
Valdemir Pires
17 de mar.


Amor à leitura
Lembro-me de ter lido, há muito tempo, que José Saramago – num de seus típicos rompantes contra inúteis lugares-comuns em defesa de valores, atitudes e posturas em declínio na sociedade – que são inúteis os esforços para convencer as pessoas a ler. Para ele, que entende que tentar convencer o outro é tentar colonizar o pensamento alheio, ou o indivíduo descobre o prazer da leitura, a seu modo, em algum momento da vida, ou jamais será um leitor que extrai alegria da convivênci
Valdemir Pires
14 de mar.


De visíveis a inviáveis? - As cidades da Península Arábica sob ataque
Imagem: Wix As cidades visíveis da Península Arábica (Cidade do Kwait, Manama, Doha, Abu Dhabi, Dubai e Mascate) são exemplos de superação: ergueram-se sobre o terreno árido do deserto e transformaram-se em polos globais de atração turística e de negócios, graças a uma combinação de recursos abundantes (petrodólares) com visão estratégica, aplicados com discernimento econômico e habilidade política. Circulando por essas metrópoles, não há quem não se sinta colocando os pés no
Valdemir Pires
11 de mar.


Guerra visível e guerras invisíveis
Imagem: Wix Leia no Diário do Engenho Matanças aqui e ali incorporam-se à “paisagem” global, como se fossem naturais - guerras invisíveis. Que, em algum ponto da África, fronteiras recém-delineadas com o fim do velho colonialismo levem a confrontos sangrentos, parece decorrência já esperada, assim como a luta interna entre candidaturas à ocupação do poder, antes usurpado por potências estrangeiras. Que no Oriente Médio os grupos se enfrentem quase que quotidianamente, por con
Valdemir Pires
7 de mar.


A Terceira Guerra Mundial começou?
Imagem: Wix Leia no Diário do Engenho Talvez se trate de fake news . Não sei. Mas tomar o fato como ponto de partida, aqui, não requer tenha sido ele verdadeiro. Um piloto de aeronave brasileiro, aproximando-se do aeroporto de Dubai, então sob ameaça de ataque iraniano, teria se comunicado com os passageiros do voo lamentando a impossibilidade de pousar, com o requinte (de consolo ou de maldade, sabe-se lá) de convidá-los a saberem apreciar o fato de (apesar da frustração i
Valdemir Pires
6 de mar.


A funcionalidade da classe média
Imagem: Wix Contemporaneamente, a classe média, na maioria, senão na totalidade, dos países/sociedades, independentemente do sistema econômico e do regime político vigentes, abarca um conjunto de indivíduos que não é tão pequeno quanto o dos ricos nem tão grande quanto o dos pobres. Em geral, o que se configura em cada país e, por somatório, no mundo, é um todo em que se manifesta uma elasticidade das relações econômicas que favorece ou desfavorece a distribuição da renda e d
Valdemir Pires
25 de fev.


Dubai e a classe média global
“Trabalhadores do mundo, uni-vos!”, conclamavam o velho Marx e seu parceiro Engels, no famoso Manifesto de meados do século XIX. A classe operária bem que tentou, mas ainda não chegou lá e não se sabe se algum dia chegará, se é que segue tentando. A classe média, por sua vez – abominável contingente de “pequenos burgueses” na linguagem e na visão de mundo dos marxistas – nunca se sentiu atraída por manifestos ou chamados a agrupamentos e associações que ofuscam a inalienável
Valdemir Pires
16 de fev.


A educação é a solução? Que educação?
Imagem: Wix Quando, sem pensar nem titubear, diz-se: “A solução é a educação”, “Sem melhorar a educação só o pior pode vir”, “A educação antigamente era melhor” etc., repete-se um bordão talvez mais velho que a própria educação. Trata-se de formulações ocas, ditas quando não se tem a obrigação de fazer mais do que falar à toa, às vezes para evitar a necessária reflexão ou mesmo para “matar” uma conversa. Antes de tudo, há que se perguntar: o que se entende por educação? Con
Valdemir Pires
13 de fev.
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