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Seis grandes temas para aplicar dinheiro

  • Foto do escritor: Valdemir Pires
    Valdemir Pires
  • há 4 dias
  • 3 min de leitura

Imagem: Wix
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Há poucos anos o Brasil era o paraíso do retorno fácil com aplicações financeiras. As taxas de juros eram muito altas e o mercado apresentava um baixo grau de diversificação e sofisticação. O dinheiro era tão escasso que qualquer zé-mané com meia dúzia de notas poderia multiplicá-las por meio de agiotagem amadora, tão baixa era a liquidez da economia e as dificuldades para se obter crédito. Esse cenário mudou radicalmente, fazendo com que até mesmo grandes instituições financeiras tenham que se modernizar e competir por clientes, inovando e melhorando relacionamento. É por isso que atualmente observa-se uma profusão de livros, revistas, programas de rádio e televisão, sites e home pages que se propõem a ajudar o potencial investidor/aplicador financeiro a tomar decisões corretas e seguras. Alguns autores vão longe demais, anunciando-se como capazes de mostrar o caminho do enriquecimento rápido!


Sem recorrer a exageros e ilusões, e fazendo uso de uma linguagem relativamente simples, é possível fornecer pistas gerais bastante claras para quem deseja compreender melhor o mundo das aplicações financeiras. É o que se tentará fazer nesta coluna a partir deste artigo, sem a pretensão de esgotar o assunto, mas com a clara intenção de oferecer uma visão de conjunto que não se encontra nos numerosos livros recentemente publicados para satisfazer a demanda crescente por maior cultura financeira.


Há seis grandes grupos de temas que o investidor/aplicador financeiro precisa conhecer para agir com prudência nos mercados financeiros e de capitais. Eles serão apresentados a seguir e aprofundados, na seqüência, nos próximos artigos.


1. A condição inicial do investidor/aplicador financeiro. Antes de tudo é preciso conhecer as disponibilidades de recursos aplicáveis em seus estados atuais e futuros de liquidez. Depois, a condição (tempo e capacitação) em que o investidor/aplicador financeiro se encontra para gerir seus recursos. Também a fase da vida em que o investidor/aplicador financeiro se encontra deve ser bem avaliada.


2. Os objetivos pessoais a serem perseguidos com os recursos disponíveis. Dinheiro é meio, assim como todo tipo de riqueza. Assim, quem o detém precisa saber o que deseja com ele e quando, para, em seguida, detectar canais e formas de preservá-lo e multiplicá-lo ao longo do tempo.


3. A lógica do dinheiro e as ferramentas para manejá-la. O investidor/aplicador financeiro precisa ter uma noção mínima de administração financeira, senão para ser o próprio gestor dos seus recursos, pelo menos pra não se deixar ludibriar por terceiros. Existem vários tópicos que compõem esse conhecimento mínimo, que vão da compreensão da variação do valor do dinheiro no tempo à teoria das expectativas, passando pela matemática financeira.


4. A institucionalidade dos mercados financeiros e de capitais. As bases concretas dos mercados são instituições, cada qual cumprindo diferentes papéis, respeitando regras e normas que têm por finalidade garantir as relações pacíficas e de cooperação entre os agentes econômicos. Sem conhecê-las e entender porque existem, o investidor/aplicador financeira age com chances de reduzidas de sucesso.


5. A conjuntura econômica. Os mercados financeiros e de capitais reagem instantaneamente a mudanças nas variáveis econômicas de curto prazo, que configuram o que se chama de conjuntura econômica. Quais são essas variáveis, o que as determinam, como se articulam entre si? Sem saber isso a probabilidade de perder dinheiro no mercado financeiro é muito alta, mesmo deixando os recursos nas mãos de especialistas.


6. Estratégias de investimento/aplicação financeira. Embora não possam, de forma alguma, garantir ganhos sempre, nem assegurar os níveis mais elevados de retorno, as estratégias de gestão dos recursos financeiros são absolutamente necessárias para obter uma performance razoável. Sem elas, tudo depende de sorte e azar, que, no mundo do dinheiro, costuma resultar em desastres.


É evidente que esses grandes temas não podem ser explorados profundamente numa coluna de jornal, mas eles podem, sim, ser apresentados de forma panorâmica e compreensível. E isso, em si, tem grande valor para quem está querendo organizar melhor a volumosa quantidade de informações desarticuladas que lhe chega a respeito das oportunidades de ganho financeiro hoje existentes no país, apesar do fim do tempo das vacas super-gordas que uns poucos puderam aproveitar no passado recente.


[Publicação original aqui.]


O tema 6 foi desenvolvido aqui. Os demais virão em continuação.

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