1a. lição de finanças
- Valdemir Pires
- 14 de abr.
- 1 min de leitura

Rio sempre que me lembro daquele dia; e espero fazer rir quando o relato a alguém.
Eu, criança pequena, voltei da escolinha feliz demais, não vendo a hora de contar à mãe o primeiro grande negócio da minha vida.
Eu havia trocado notas de cruzeiros (a moeda brasileira ainda não era o real) com o meu melhor amiguinho da sala.
Tinha levado baita vantagem. Recebera três notas a troco de apenas uma. E eram três verdes, novinhas, muito mais bonitas do que a única que eu dera em troca, vermelha e desgastada.
Não foi fácil minha mãe me convencer de que não se deve trocar uma cédula de cinco cruzeiros por três de um cruzeiro. Da mesma forma que não é fácil convencer as pessoas (aquelas que poderiam evitar) de que comprar a crédito para consumo nunca é bom negócio, por mais que a prestação caiba no salário.
(Sobre o que é uma amizade verdadeira e sincera, minha mãe nada disse, na ocasião. Deixou que eu mesmo descobrisse com o tempo.)




Comentários