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Cidades visíveis - Zhuhai
De Riade a Zhuhai, passo do modo árabe ao modo chinês de vida. Mais de dezesseis horas de voo, primeiro num A320, depois num Boeing 787 e finalmente num Boeing 737; partindo do Aeroporto Khing Khalid , na capital da Arábia Saudita e chegando no Aeroporto Internacional de Hong Kong, com escalas de uma hora no Aeroporto Internacional Zayed (Abu Dabi) e de duas horas no Aeroporto de Kuala Lumpur (outra cidade visível a visitar no futuro); trajeto iniciado no fim da tarde de 19
Valdemir Pires
24 de mai. de 2025


As Capivara´s Towers
Leia no Diário do Engenho , com ilustração de Alê Bragion. Tome-se tipo como exemplar puro, mero conceito, de que os casos reais serão aproximações. O tipo serve, então, para se ter uma noção de possibilidades reais extremas, construídas a partir da observação da realidade, no intuito de entendê-la melhor, graças ao manejo de abstrações reveladoras. Grosseiramente falando, há dois tipos de caipira: o antropológico (digamos assim) e o caricato. O caipira caricato é aquele i
Valdemir Pires
17 de mai. de 2025


Cidades: vitrines de modos e estilos de vida
"Não sei quando você encontrou tempo de visitar todos os países que me descreve. A minha impressão é que você nunca saiu deste jardim." "Parece que você conhece melhor as cidades por meio do atlas do que visitando-as pessoalmente." (O Grande Khan terá, do autor deste livro, sobre suas minhas viagens feiras para escrevê-lo, uma resposta a esta impressão que teve em relação às viagens de Marco Polo. Isso em outro momento, porém – em texto à parte. Antecipa-se que tais vi
Valdemir Pires
14 de mai. de 2025


O futuro esboçado pelas cidades árabes
Imagem: Wix "Kublai Khan percebeu que as cidades de Marco Polo eram todas parecidas, como se a passagem de uma para a outra não envolvesse uma viagem, mas uma mera troca de elementos." Desde que se livraram do protetorado britânico e de outros esquemas de domínio estrangeiro diretos sobre elas e, em seguida, conseguiram se organizar na Opep – Organização dos Países Exportadores de Petróleo, para fazerem valer seus interesses a partir do controle de suas reservas de óleo e g
Valdemir Pires
26 de abr. de 2025


Cidades visíveis - Riad
Planejei deixar Riad por último na minha peregrinação pela Península Arábica, lendo nos finais de noite, antes de dormir, Lawrence da Arábia, e dele retendo, por valiosa para as circunstâncias, a afirmação de que “Todos os homens sonham, mas não da mesma forma.” Também decidi que Dubai seria o penúltimo ponto da rota. O motivo: uma hipótese acerca das transformações por que passam os Emirados Árabes e a Arábia Saudita nas últimas cinco décadas, encaminhando-as a uma competiçã
Valdemir Pires
25 de abr. de 2025


Cidades visíveis - Dubai
Chegando a Dubai, já tendo circulado pelas capitais dos países árabes (exceto Riad, única quase no coração da península arábica, bastante distante das águas dos golfos Pérsico e de Omã ou do Mar Vermelho), não espero mais nenhum choque de estranhamento ou algum deslumbramento face à arquitetura, ao urbanismo, ao vestuário, à gastronomia, à estrutura e ao funcionamento da cidade, enfim. Tendo partido de Abu Dabi, a menos de 140 km de distância, percorri a via Sheikh Zayed Bin
Valdemir Pires
24 de abr. de 2025


Cidades visíveis - Abu Dabi
Por muito tempo o Golfo Pérsico foi conhecido como uma fonte abundante de pérolas de qualidade, o negócio propiciado pelas ostras funcionando como base da economia em todas as áreas às suas margens, cheias de reentrâncias e estreitos, que facilitam o trabalho dos mergulhadores. Até que foram descobertos os depósitos de petróleo, nos anos 1930. Abu Dabi (onde o petróleo entra em cena somente nos anos 1960) é uma das várias cidades que compartilham essa história de sucesso e ri
Valdemir Pires
23 de abr. de 2025


Cidades visíveis - Kuwait
A cidade do Kuwait, capital do país de mesmo nome no Golfo Pérsico, é parte de um conjunto de áreas urbanas futurísticas resultantes de um surto de investimentos imobiliários realizados pelos beneficiários dos ganhos obtidos com petróleo nos países árabes, depois de suas independências e com a valorização do preço do barril desde a criação da Opep. Tais investimentos, muitos deles governamentais, a que vieram se associar também recursos de outros países, visaram valorizar os
Valdemir Pires
21 de abr. de 2025


Cidades visíveis - Manama
Entre a costa leste da Arábia Saudita e a península catariana há trinta e poucas ilhas desérticas, três delas habitadas – mais do que um arquipélago, elas formam um país com pouco mais de um milhão e meio de habitantes: o Barein, rico em petróleo (descoberto em 1932), antigo protetorado britânico (tendo pertencido antes a Portugal, entre 1521 e 1602), independente desde 1971, governado pela família Al Khalifa desde o século XVIII. Sua capital é Manama, hoje um centro financei
Valdemir Pires
20 de abr. de 2025


Cidades visíveis - Mascate
Omã e Iêmen são vizinhos, o primeiro ocupando o extremo leste da Península Arábica, na direção do Irã; enquanto o segundo fica com o extremo sul da mesma península, na direção da África. Passar do Iêmen ao Omã assemelha-se a deixar o Inferno e ingressar no Paraíso. Enquanto o Iêmen é assolado por uma guerra civil que dura há mais de uma década, com a intolerância e a letalidade galgando patamares alarmantes, o Omã vive uma tranquilidade que praticamente se “sente no ar”, paci
Valdemir Pires
19 de abr. de 2025


Cidades visíveis - Saná
Iêmen, no extremo sul da península arábica. Avança, em formato de bico, nas águas do Mar Vermelho (oeste) e do Golfo de Áden (leste). O estreito de Bab el Mandeb o separa da Eritreia e do Djibuti, na África. Este estreito é a porta de entrada dos gigantescos petroleiros que atravessam o Mar Vermelho com destino ao Ocidente, sendo a porta de saída o famoso Canal de Suez. Saná é a capital do país, dotado de pouco petróleo (em Marib, ao norte; e em Shabwah, ao sul). O que atua
Valdemir Pires
18 de abr. de 2025


Cidades visíveis - Doha
O homem vence o espaço. À terra pouca da península que o confina, engenharia, máquinas e braços estrangeiros acrescentam uma ilha: Pérola. Sobre a terra nova conquistada ao mar, exuberância e luxo, extravagância regada a álcool, proibido na terra velha, regida pelo Alcorão. No deserto impiedoso que as águas do Golfo banham ao norte, ao leste e ao oeste, o homem já sobrevivera, heroico, no passado – ele e as cargas sobre os camelos, em terra; singrando as águas ao redor, em pr
Valdemir Pires
16 de abr. de 2025


Viva o Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas de Piracicaba!
Leia na coluna Café com Pires , no Diário do Engenho Em outubro de 2024, o Chefe do Poder Executivo local sancionou a norma originada do projeto de lei 210/2024 , de iniciativa da Vereadora Raimunda Ferreira de Almeida, que “Dispõe sobre o Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Município de Piracicaba”, colocando a cidade entre as pouco mais de uma centena (de um total de mais de 5.550), no Brasil, a contar com este valioso instrumento de gestão de pol
Valdemir Pires
1 de nov. de 2024


Quando eu fui a Macau (6a. parte)
O “relógio” do tempo histórico tem seus próprios fusos horários – áreas geográficas em que a história segue um ritmo e está em uma era que é diferente daquela em que vivem outras regiões. Enquanto minha visita a Hong Kong em 1998 deu-me a impressão de ser lançado em direção ao futuro, a minha ida à região fronteiriça a Macau na China pareceu me devolver ao passado. A entrada na China não era totalmente livre nem tranquila. Incorporei-me a um grupo de turistas que para lá se
Valdemir Pires
25 de mai. de 2024


Quando eu fui a Macau (5a. parte)
Quando o tempo do ponteiro histórico avança 1a. parte 2a. parte 3a. parte 4a. parte Star ferry pier - Cartão postal de Hong Kong, 1998 Em meados de 1998 havia entre Macau e Hong Kong uma diferença que se “sentia no ar”, e no mar. Hong Kong estava efervescente, vibrante; era toda ousadia e petulância. Macau não estava de joelhos, mas durante o baile se mantinha sentada na cadeira – não tinha sido convidada a dançar, apesar de estar na festa, e não tomava a iniciativa – pr
Valdemir Pires
27 de out. de 2023


Quando eu fui a Macau (4a. parte)
Quando o tempo do ponteiro histórico avança 1a. parte 2a. parte 3a. parte A mudança do tempo histórico no Sudeste Asiático no fim do século XX (Valdemir Pires) Depois do passeio vespertino, cheguei ao hotel cansado, satisfeito com o que pude explorar. E com fome. Enquanto me restaurava com facilidade, no conforto do quarto abastecido e dotado de condições para um banho agradável, decidi jantar no luxuoso restaurante do último andar. Tratava-se praticamente de um ponto tur
Valdemir Pires
20 de out. de 2023


Quando eu fui a Macau (3a. parte)
Quando o tempo do ponteiro histórico avança 1a. parte 2a. parte Coletânea de estatísticas publicada às vésperas da devolução de Macau à China Macau se apresenta ao mundo como ponto de encontro entre Ocidente e Oriente, o que, de fato, geograficamente se tornou desde que os portugueses lá chegaram no século XVI. Urbanística e arquitetonicamente, tira-se a mesma conclusão, caminhando-se pelas ruas, avenidas, praças e observando-se residências e estabelecimentos locais – uma mes
Valdemir Pires
13 de out. de 2023


Quando eu fui a Macau (2ª. parte)
Quando o tempo do ponteiro histórico avança 1a. parte Carimbos no passaporte Fazendo o check-in no hotel, cansadíssimo, esgotado, eu comemorava mentalmente, aliviado, o fato de ter chegado ao destino, a isso se acrescentando a gratidão pela sorte de ter entrado no prédio minutos antes de cair uma chuva que me encharcaria até os ossos, caso não estivesse abrigado. Depois de passado o encanto com a imensidão, a beleza arquitetônica, a organização e a decoração do quatro estrel
Valdemir Pires
6 de out. de 2023


Quando eu fui a Macau (1ª. parte)
Quando o tempo do ponteiro histórico avança (Um breve relato – em tantas partes quantas a vontade e o tempo cronológico do autor permitirem – para ajudar a entender um pouco a respeito da mudança de tempo histórico na virada do século XX para o XXI – momento de gênese e consolidação da globalização neoliberal.) Boarding passes de viagem de ida e volta do Brasil a Macau, com diversas companhias aéreas, 1998 Premissa Eu sou um viajante unidirecional no tempo cronológico , co
Valdemir Pires
29 de set. de 2023


Capítulo no livro “Araraquara dos anos 2000: uma perspectiva a partir de olhares”
Baixe aqui . Capítulo: Finanças Públicas no Município de Araraquara (SP): comportamento recente e tendências , por Bruno Mancini e Valdemir Pires
Valdemir Pires
31 de dez. de 2014
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