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  • Foto do escritorValdemir Pires

Propostas, propostas!




Leia aqui artigo de Valdemir Pires no Estadão Noite de 18/03/2016.


Para quem não tem tablet, aqui está:


PROPOSTAS, PROPOSTAS!


A turbulência em que está mergulhada a política nacional impõe a todos que a acompanham, com um mínimo de dedicação diária, uma vertigem que incapacita para a concentração. O cenário matutino não é o que está instalado à tarde, e o vespertino desaparece ao anoitecer, da mesma forma que mudam os atores principais e os coadjuvantes mais próximos. Mas a impressão que fica é que há um roteirista e um diretor cuidando de tudo: e ele é golpista.


Assim sendo, qualquer pessoa, grupo, organização ou instituição, que queira contribuir para a superação da crise, deve se agarrar a um ponto que não seja suscetível às chacoalhadas conjunturais, para não ser levado de roldão pelos movimentos bruscos.


A prioridade do momento é evitar o golpe, que vinha sendo conduzido em banho-maria e ontem foi levado ao forno industrial; que vinha sendo toscamente mascarado e agora se apresenta de cara suja. E isso implica: defender a manutenção do governo eleito, exigir que a Polícia Federal e o Ministério Público atuem sempre dentro da estrita legalidade e com base em protocolos profissionais, atacar todo tipo de manipulação midiática, pressionar pela expressa e transparente imparcialidade na esfera judiciária, desenvolver esforços (pouco prováveis, evidentemente) para um pacto em defesa do interesse nacional contra os interesses de grupos em confronto.


Se o golpe vingar, a ingovernabilidade é uma certeza. O caos econômico virá junto. E a agitação social produzirá acontecimentos que o Brasil nunca viu.


Então, primeiro, evitar o mal maior (um golpe de Estado). Segundo, os males restantes (corrupção, sistema político podre, recessão econômica etc.). Economizando energia para o bem necessário: retomada do crescimento e articulação de um novo projeto de desenvolvimento nacional.


De análises estamos bem abastecidos. O que o momento demanda são propostas. Estas são as mais necessárias e difíceis diante da conflagração generalizada, que faz parecer a tanta gente que os argumentos salvacionistas de curto prazo são sensatos.


Como urdir um arco de alianças para a travessia desta tempestade política e econômica que corre o risco de se tornar uma convulsão social? Como fazer isso sabendo que os espíritos não se desarmarão, muito pelo contrário? Eis o desafio que cabe às lideranças responder, para que os males sejam evitados e o bem novamente perseguido.

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