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Com todo respeito

Foto do escritor: Valdemir Pires
Valdemir Pires
há 3 horas
2 min de leitura

Imagem: Wix
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Durante a conversa no Flow (sim, foi, mesmo, uma conversa), no dia 02/10/2026, com o Presidente Lula, o entrevistador (interlocutor, melhor dizendo), Igor, repetiu várias vezes a expressão “Com todo respeito”, antes de formular uma pergunta espinhosa ao candidato. Em dado momento, Lula disse que Igor poderia perguntar o que quisesse, sem precisar reafirmar o respeito. Quando o papo caminhava para o final, o Presidente, antes dizer algo não muito agradável a Igor, fez ele uso da expressão: “Com todo respeito, Igor...” Essa fineza durante a conversa foi das coisas que mais apreciei no evento transmitido pelo Youtube para mais de 1,5 milhão de pessoas que o acompanharam.

 

Primeiro, porque há muito eu não ouvia uma pessoa se dirigindo a outra (principalmente a respeito de política), afirmando algo não agradável a ela, registrando, antes, que apesar da divergência possível ou potencial contida no que seria dito a seguir, ficava eliminada qualquer intenção de desrespeito.

 

Segundo, porque me pareceu adequada a postura de Igor, deixando claro que não se furtaria a tratar de assuntos e questões desagradáveis e eleitoralmente inconvenientes ao candidato.

 

Vou aqui imitar Igor, dirigindo-me aos que decidiram ou tendem a se decidir pelo voto em Flávio Bolsonaro no próximo domingo. Vou convidá-los, com todo respeito, a refletirem um pouco antes de cometerem esse desatino.

 

Não escapa a ninguém minimamente isento e bem intencionado quanto ao futuro de nosso país e de nosso povo que a família Bolsonaro (a parcela dela em evidência na política nacional há decadas, nucleada pelo Messias) é toda constituída de pessoas totalmente desprovidas de espírito público ou vontade de governar visando o bem-estar social e o interesse coletivo. Também salta aos olhos de todos que os Bolsonaros são pessoas que durante toda a vida se sustentaram com altos salários obtidos ocupando cargos públicos eletivos, sem nada oferecer, realmente, em contrapartida. E mais: não cheiram bem os grupos e indivíduos com quem a famigerada família se relaciona; assim como há muita suspeita e indícios de práticas desviantes, financeiramente falando, em torno deles.

 

Com todo respeito: quem não leva em conta esses fatos e insiste em sufragar o “tranqueira” (como definiu Flávio o escritor Milton Hatoun em entrevista recente – sem nenhum respeito), está desrespeitando todos os seus semelhantes, que serão farta e longamente prejudicados com tal tipo de voto, pois ele lançará o Brasil num desastre muito maior do que aquele que foi o do Messias sem educação e sem projeto (tal como os filhos). Tal pai, tal filhos: incompetentes, pouco dados ao trabalho e, ainda por cima, admiradores convictos de um dos piores agentes da ditadura militar (Ustra).

 

Com todo respeito, eleitor e eleitora de qualquer um dos Bolsonaros: reposicione-se, faça uso de seu cérebro, de seu coração; reserve os intestinos para o vaso sanitário, evite que eles se manifestem nas urnas.

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