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O futuro do fim da escala 6X1 e as eleições

Foto do escritor: Valdemir Pires
Valdemir Pires
há 6 horas
2 min de leitura

Imagem: Wix
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Aprovada, finalmente - e tão rapidamente - o fim da escala de trabalho 6X1, em vigor há décadas no país. Significa que agora os trabalhadores com registro em carteira terão o direito de descanso semanal remunerado de dois dias, em vez de um?


Não, infelizmente não. O que aconteceu foi que os parlamentares atuais de direita e de extrema direita votaram a favor da mudança, orientados por Flávio Bolsonaro (que aliás não compareceu à votação), que agora se diz defensor da medida para não perder votos no segundo turno das eleições presidenciais.


Flávio encampou a proposta da esquerda e dos trabalhadores por puro oportunismo. Assim que terminarem as eleições o novo Congresso Nacional, em que predomina a direita como nunca, imediatamente começará a mudar o que acaba de ser aprovado, acabando com o fugaz sonho de jornada semanal de 40 horas.


A única barreira institucional contra o que a direita fará pelo fim do fim da escala 6X1 será o novo governo Lula, se este for eleito no dia 25/10/2026. Somente o Poder Executivo irá se posicionar pela manutenção do fim da jornada 6X1, pois o Legislativo não o fará, muito pelo contrário; e o Judiciário será composto por nomes em sua maioria indicados por Flávio, se Lula não vencer.


Quem necessita, deseja e apoia o fim da jornada 6X1, precisa agora: de imediato, votar em Lula no segundo turno; em seguida, manter-se mobilizado nos sindicatos e nas manifestações de rua.


Mesmo que Lula se eleja, direitos dos trabalhadores continuarão correndo riscos nos próximos anos. Por isso, a mobilização sindical e popular (nas ruas) precisa crescer e se manter. E será mais forte com Lula e menos eficaz com Flávio.

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