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Declaração de voto

Foto do escritor: Valdemir Pires
Valdemir Pires
há 30 minutos
3 min de leitura

Imagem: Wix
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Não votarei em Lula.

 

É preciso votar em ideias e projetos. A economia forte, com prosperidade para todo o povo – e não com milhões de pobres endividados e inadimplentes – que o Brasil tem tudo para ser, precisa se tornar realidade. E isso não acontecerá sob a condução de quem não quer outra coisa senão perpetuar um projeto de poder para obter vantagens pessoais e familiares.

 

Nunca foi tão importante, como hoje em dia, em todo o mundo, nas urnas (onde elas funcionam), votar:


  • pela liberdade (inclusive de andar nas ruas sem medo de ladrões levarem o celular),

  • por justiça (sem juízes arbitrários e partidarizados),

  • pela possibilidade de as famílias praticarem seus valores e viverem sua fé do modo que escolherem,

  • pela criação de condições propícias para quem queira possa se tornar empreendedor e assim enriquecer e gerar empregos,

  • por instituições policiais e carcerárias que combatam eficazmente a criminalidade e a corrupção.


    Nada disso acontecerá sem que os governantes incluam na pauta de decisões e na agenda de ações medidas corretas e viáveis para as mudanças necessárias.

 

Saúde e educação devem ser prioridade em qualquer país que se pretenda forte e feliz. O Brasil deu um passo importante criando o SUS, mas ele precisa ir além do que é, oferecendo, para todos, o que o Einstein oferece para os seus usuários, sem filas, teclando em aplicativos no celular. A educação não pode conviver com falta de vagas nas creches, impedindo as mães de trabalhar e ajudar no sustento da família, além de poderem, elas também, como o marido, empreender ou desenvolver uma carreira profissional. E isso não acontecerá sob um governo incapaz de conceber e articular políticas públicas consistentes que caibam no orçamento dos três níveis de governo.

 

Juros altos e preço das mercadorias, principalmente da cesta básica, não são aceitáveis como condições para o desenvolvimento. Portanto, um bom governo, deve ter uma política econômica contra essas variáveis perversas, para isso manejando impostos, gastos, déficits e dívida pública com responsabilidade fiscal. Coisa que um grupo político sem domínio nem vontade de aplicar os fundamentos teóricos e técnicos da política econômica moderna jamais poderá praticar.

 

Num mundo que passa por profundas transformações geopolíticas, as nações precisam zelar diuturnamente pela sua soberania, sem perder de vista, entretanto, a necessidade de ter aliados corretamente escolhidos no contexto global conflagrado. Os Estados Unidos, tão próximos geograficamente e praticantes de uma democracia de massas até há pouco exemplar, não podem ficar de fora das opções que o Brasil tem diante de si. Embora isso não deva deixar de lado todas as outras opções, alianças e cooperação devendo ser estabelecidas conforme as reciprocidades possíveis.

 

Por tudo isso, não votarei em Lula.

 

Mas não votarei também em Flávio Bolsonaro, cujo grupo político, com seu pai como Presidente da República, já mostrou total incapacidade – senão desinteresse – de ir em busca de tudo o que acima foi esboçado com importante para o futuro do Brasil. Ele não terá meu voto também pelo que tem demonstrado durante a campanha eleitoral e, ademais, como Senador da República: trata-se claramente de um arrivista, de um oportunista, navegando na onda da insatisfação popular amplificada pelo besteirol das redes sociais; fácil perceber que Flávio poderá cometer atrocidades piores que a de Jair, mais jovem e dinâmico que é, com a força adicional de um Congresso Nacional a seu favor. Não direi: “Deus no livre!”, preferindo acreditar que nos últimos dias acumulamos  forças suficientes para evitá-lo.

 

No dia 25/10/2026, amanhã, vou, então, votar em branco, nulo ou me abster? Não! Longe de mim a omissão, que neste momento é mais que covardia. Vou votar em ideias, propostas, projetos, ações que um grupo de centro-esquerda liderado pelo Lula mostrou ser capaz de materializar até aqui, passo a passo, pacientemente, contra todas as forças conservadoras que historicamente tentam impedir que o Brasil se torne um país mais soberano, economicamente desenvolvido, socialmente menos injusto, politicamente mais democrático, culturalmente menos tosco, já que seu povo tem um enorme potencial para fazer desta uma Nação plena, no sentido completo da palavra, que contempla soberania e cooperação para o desenvolvimento e a paz, bem-estar coletivo e justiça social, democracia e Estado de Direito. Votarei 13!

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