O tempo de Bergson e o meu (Diário da Biblioteca – XII, 25/06/2026)
- Valdemir Pires
- há 2 dias
- 2 min de leitura
O tempo de Bergson e o meu

“Um livro só existe na cabeça do leitor.” (Rosa Bastos)
Leitores estabelecem conexões entre bibliotecas (públicas e pessoais), livrarias, sebos e eventos literários (como lançamentos, feiras e bienais de livros, por exemplo), na busca e aquisição de obras que lhes interessam. Hoje foi um dia de livraria para este meu Diário da Biblioteca: fui comprar um livro para meu acervo de obras sobre tempo.
No início da manhã, um amigo que costuma me passar o que descobre de notícias e literatura relacionadas ao tema tempo (por saber que a ele me dedico há anos), me informou da existência de um título de Henri Bergson (A ideia de tempo), publicado recentemente pela Editora Unesp. Estranhei, conhecedor que sou da lista de obras do filósofo francês, e também frequentador do catálogo da Editora Unesp; disse-me ele que viu o volume (capa vermelha chamativa) na seção de Filosofia da Livraria Leitura do Shopping Piracicaba. Dei conta de algumas e desvencilhei-me de outras obrigações e tarefas que tinha na agenda e fui almoçar tarde no shopping, escolhendo o Dona Amélia lá na área de alimentação. Passei, em seguida, pela Kalunga, comprar baterias para minha HP-12C (e peguei um caderno bonito, canetas e lápis para Regina, que tanto gosta dessas coisinhas), depois fui à Livraria Leitura, hoje a melhor de Piracicaba, não atingindo, todavia, o nível (em quantidade e qualidade) da extinta Nobel, que tinha outras lojas além da que mantinha no shopping (temor: que Piracicaba venha a figurar entre os 80% dos municípios brasileiros que não têm nenhuma livraria...).

Localizei o livro indicado pelo amigo (capa dura!, por isso caro). Peguei, fui ao caixa, paguei, imediatamente folheei, ficando esclarecido que se trata de volume organizado por Gabriel Meyer-Bisch de um conjunto de aulas ministradas por Bergson no Collège de France no ano letivo de 1901-1902 – daí não aparecer na lista de livros escritos pelo criador do conceito de duração (la durée); corajosamente publicado em português (tradução de Débora Morato Pinto) pela Editora Unesp em 2022 (um ano antes da publicação do meu Imagens do tempo).
Saindo da livraria portando o recém-comprado tempo de Bergson (A ideia de tempo), deparei-me com uma oportunidade de divulgação e venda do meu tempo (Imagens do tempo): vi que na loja há uma estante de “Autores locais”. Procurei uma funcionária, perguntei como proceder para ali incluir meu livro. Ela disse que a responsável pelo encaminhamento necessário (Cristiane) não estava, mas me passou o contato dela para as providências.
Chegando em casa, de volta, contatei Cristiane pelo whatsapp informado. Ela me solicitou endereço de e-mail para me passar as instruções, eu enviei, ela me instruiu. Assim, na próxima semana levarei exemplares do meu Tempo para a Cristiane incluir entre as obras dos autores locais. Portanto, quem desejar lê-lo, pode ir lá na Livraria Leitura do Shopping Piracicaba e comprar um, assim contribuindo para que este meu livro exista, tal como explicado na correta epígrafe desta nota.
(Continua)
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