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  • Foto do escritorValdemir Pires

Murilo Barbosa (Hora não Marcada)



Sobre:


No dia 09/11/2021, às 20h, estreia o Hora não marcada, na comunidade de leitores da trilogia Tempo (o link para assistir será divulgado em postagem na comunidade, na véspera). É um programa de bate-papos em que é discutida a relação das artes com o tempo e do tempo com as artes. O nome se deve ao fato de que não há dia fixo nem calendário prévio para acontecerem os encontros, tampouco há definição antecipada dos conteúdos específicos a serem abordados: com poucos dias de antecedência o evento é anunciado na comunidade de leitores. A duração será sempre de 60 minutos. Depois de gravados, os episódios serão disponibilizados no site da TV Paracatuzum, por tratar-se de atividade associada a este movimento, liderado por Helvio Tamoio.


Valdemir Pires, autor da trilogia Tempo, será o participante fixo. O músico Murilo Barbosa estará na sequência em que a relação discutida será tempo e música.


Por que essas conversas? Porque uma das maneiras de compreender o tempo é observá-lo pelo buraco da fechadura da caixa preta da Música. Caixa preta que provavelmente é uma caixa acústica... Valdemir Pires trará as dúvidas sobre o tempo e Murilo Barbosa mostrará o buraco da fechadura. Ambos estarão em busca da chave. Será que ela existe?


Diz Alain Daniélon, em Semântica Musical: “o ritmo alfa [entre 8 e 10 hertz] parece ser a base que determina o valor do tempo relativo e consequentemente todas as relações do ser vivo com seu ambiente.” Vem daí que há um padrão vibratório que condiciona as percepções, uma espécie de diapasão temporal, sinal de sincronização que comanda o andamento da sensação de tempo. Ao mesmo tempo, José Miguel Wisnik, em O som e o sentido, tem a convicção de que “Toda a nossa relação com os universos sonoros e a música passa por certos padrões de pulsação somáticos e psíquicos, com os quais jogamos ao ler o tempo e o som.”


Há muito mais entre o tempo e a nossa Filosofia do que se pode imaginar. Martin Heidegger, entre outros, assim entendia. Em dezembro de 1944, quando os aliados estavam para tomar Freiburg, já bombardeada, ele visitou seu amigo filósofo Georg Picht e sua esposa pianista Edith Picht-Axenfeld. O visitante pediu à esposa do anfitrião que lhe tocasse piano. Ela executou a Sonata em Si Bemol Maior de Schubert. Depois de ouvir, enlevado, Heidegger disse: “Isso nós não podemos fazer com Filosofia.”

E sabe-se que não podemos também com Ciência. Há coisas que somente a Arte pode fazer e proporcionar. Então, tentemos o caminho da Música para entender o tempo de um modo que somente ela pode “explicar”.


O que é "Hora não marcada"?


É uma sequência de vídeos armazenados nos canais Tempo e TV Paracatuzum (de Helvio Tamoio), onde, inicialmente, dialogo com o músico Murilo Barbosa, com a finalidade de descobrir as relações existentes entre tempo e música.


Como surgiu? De uma troca de ideias que tive com o Murilo (que me foi apresentado pelo Helvio) a respeito de um fragmento escrito para Tempo - Livro III, chamado Tempo e ritmo. Este fragmento tem uma passagem em que me aventurei a pensar o ritmo na perspectiva musical. E foi obscuro e insuficiente, como me fez ver o Murilo.


Disso resultou que começo agora a escrever novo livro sobre o tempo (paralelamente à conclusão de Tempo - Livro III): Tempo e Música. Seus capítulos (neste livro não mais fragmentos, como nos anteriores) terão por base, como sempre, minhas pesquisas e vivências e, neste caso, as conversas com Murilo. De modo que o leitor do futuro texto terá a oportunidade (indicada em link do livro) de assistir às conversas que deram origem aos capítulos ou parte deles.


Outra novidade é que iniciei estudos e práticas de teclado (usando um que está parado, em casa, há mais de 20 anos) para, assim, escrever considerando também vivências de um aprendiz musical, pois está claro que não se entende a música somente lendo e/ou conversando.


O desafio de estabelecer relações entre tempo e música é que ambos os fenômenos são, mais do que complexos, misteriosos. Mas tenho uma intuição de que pensar nos dois simultaneamente pode oferecer uma chave para abrir uma porta por trás da qual repousam segredos dos dois. Vamos ver. O tempo nos dirá. E comemoraremos as conclusões com música e dança.


INTERRUPÇÃO

Este subprojeto foi interrompido devido a dificuldades para sua continuidade.

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