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Livro "Diário da Biblioteca"

Foto do escritor: Valdemir Pires
Valdemir Pires
há 1 dia
3 min de leitura

Capa
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Apresentação


Neste livro é proposto um exercício de desaceleração e sensibilidade, em meio - e reagindo ao - ambiente acelerado e turbulento típico da atual era das mídias virtuais abundantes e das informações e notícias disponibilizadas em tempo real. A obra consiste na reunião de crônicas e quase-ensaios que registram a experiência íntima do autor em suas visitas regulares à Biblioteca Pública Municipal "Ricardo Ferraz de Arruda Pinto", localizada em Piracicaba, no Estado de São Paulo.


Longe de ser um mero compêndio técnico ou filosófico, o livro se estrutura como um "diário de bordo" humanista. Nele, o ato de caminhar entre as estantes físicas e resgatar o hábito de emprestar livros impressos torna-se um pretexto para investigar o tempo, as relações humanas e a memória social.


A leitura deste diário é uma oportunidade para reconectar o leitor com as miudezas (ou grandezas?) esquecidas do dia a dia, algo que se torna evidente em títulos sugestivos como "Levar a alma a passear" e "A biblioteca à noite". Em um mundo saturado por estímulos visuais e pressa, o livro funciona como um refúgio baseado em desaceleração e contemplação, no qual "a biblioteca é uma agência de viagem" aberta a todos.


Além disso, a obra carrega uma importância crucial ao pautar a indissociável relação entre o espaço público, a memória e a cultura. Textos que abordam desde o "Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas de Piracicaba: uma página não aberta" até a singeleza de "Música na biblioteca" e "O pó nas enciclopédias e o livro que sumiu" reforçam o papel desses centros de cultura letrada, que são as bibliotecas, como organismos vivos e vibrantes. Ler este livro, portanto, é uma chance de compreender a biblioteca não como um depósito silencioso de papéis esquecidos, mas como um palco de cidadania e efervescência comunitária.


Por fim, os títulos que evocam o afeto e a partilha, tais como "Amigos-bibliotecas", "O acervo humano da biblioteca" e "Os transeuntes, os absurdos e o riso que salva", coroam a oportunidade perfeita para o exercício da alteridade. A obra nos convida a olhar para o lado e a enxergar o valor das conexões genuínas. O autor nos lembra, com extrema sensibilidade, que "daqui ninguém sai o mesmo que entrou", transformando o ato solitário da leitura em um reencontro caloroso com a nossa própria humanidade.



Sumário





Um dia de cães (05/05/2026)









Clareiras (25/05/2026)





Amigos-bibliotecas (04/06/2026)





















Longe da biblioteca (07/09/2026)






Livrarias (10/09/2026)









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